Para encerrar esta pequena lista de alguns patriarcas formadores de minha opção pelo pensamento conservador em política, menciono Michael Oakeshott e sua intuição certeira acerca da neurose de perfeição que a sociedade egressa do racionalismo francês apresenta.
Contra ela, Oakeshott opta pela defesa do hábito do afeto e o comportamento como uma rede de atos e vivências que constroem as condições empíricas do comportamento humano, na linhagem da sociologia dos afetos e virtudes de que fala Himmelfarb. Além disso, cunha as expressões "política da fé versus política do ceticismo" para descrever a oposição do racionalismo (fé na razão) em política e a atitude conservadora, que coloca limites às crenças de redenção dos governantes. Claro que, como todo grande filósofo, Oakeshott reconhece a importância de o indivíduo buscar aperfeiçoamento individual em sua vida: ele discorda é de o governo se fazer agente dessa busca de perfeição.
trecho do ensaio "A formação de um pessimista", publicado no livro "Por que virei à direita", da editora Três Estrelas
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